E se realmente gostarem?
Se o toque do outro de repente for bom?
Bom, a palavra é essa. Se o outro for bom para você.
Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom.
Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons.
O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo.
Bons, normais, comuns. Coisa de gente.
Cheiros íntimos, secretos. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro,
a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros.
E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor?
Quando você chega no mais íntimo, No tão íntimo, mas tão íntimo que de repente a
palavra nojo não tem mais sentido.
[...] Amor no sentido de intimidade, de conhecimento muito, muito fundo.
Da pobreza e também da nobreza do corpo do outro.
Do teu próprio corpo que é igual, talvez tragicamente igual.
O amor só acontece quando uma pessoa aceita que também é bicho.
(Desconheço o autor)
chris lopes
03/11/2011


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